terça-feira, 11 de maio de 2010

Série > Escritores Prediletos > Machado de Assis


BONS AMIGOS

Machado de Assis

Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!

Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!

Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!

Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!

Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!

Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho,
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!



quarta-feira, 5 de maio de 2010

Série: Poetas Prediletos > Mario Quintana


ESPERANÇA
Mário Quintana

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:

— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...


quinta-feira, 22 de abril de 2010

Série: Homenagem > Lady Laura

Missa de 7º dia de Lady Laura

pode acontecer na igreja da Candelária

De acordo com a coluna de Mônica Bergamo, do jornal Folha de S. Paulo, a equipe do cantor Roberto Carlos estuda a possibilidade de fazer a missa de sétimo dia de sua mãe, Lady Laura, na grande igreja da Candelária, no Rio de Janeiro.

O "Rei" gostaria que a cerimônia fosse realizada na igreja Nossa Senhora do Brasil, na Urca, frequentada por ele e Lady Laura, mas o local não comportaria a quantidade de interessados em participar da cerimônia: mais de 200 pessoas, além de uma centena de jornalistas, que gostariam de prestar a última homenagem a Laura Braga.

Lady Laura morreu no sábado (17), aos 96 anos, vítima de uma infecção respiratória. Roberto Carlos realizava, nos Estados Unidos, um show no exato momento da morte da mãe. A plateia foi avisada e o músico retornou de jatinho ao Brasil no domingo (18).

No final dos anos 70, Roberto Carlos em parceria com o amigo Erasmo Carlos compõs a canção Lady Laura, em homenagem à mãe.


PESQUISA


Imagem: http://ofuxico.terra.com.br/materia/noticia/2010/04/17/morre-lady-laura-mae-de-roberto-carlos-142513.htm


Texto: http://diversao.terra.com.br/gente/noticias/0,,OI4392616-EI13419,00-Missa+de+dia+de+Lady+Laura+pode+acontecer+na+igreja+da+Candelaria.html






quarta-feira, 21 de abril de 2010

Série: Homenagem > Tiradentes - 21 de Abril



TIRADENTES

Livro: Crônicas Além Túmulo - 29

Irmão X & Francisco Cândido Xavier

Dos infelizes protagonistas da Inconfidência Mineira, no dia 21 de abril de todos os anos, aqueles que podem excursionar pela Terra volvem às ruínas de Ouro Preto, a fim' de se reunirem entre as velhas paredes da casa humilde do sítio da Cachoeira, trazendo a sua homenagem de amor à personalidade do Tiradentes.

Nessas assembléias espirituais, que os encarnados poderiam considerar como reuniões de sombras, os preitos de amor são mais expressivos e mais sinceros, livres de todos os enganos da História e das hipocrisias convencionais.

Ainda agora, compareci a essa festividade de corações, integrando a caravana de alguns brasileiros desencarnados, que para lá se dirigiu associando-se às comemorações do proto mártir da emancipação do País. Nunca tive muito contato com as coisas de Minas Gerais, mas a antiga Vila Rica, atualmente elevada à condição de Monumento Nacional, pelas suas relíquias prestigiosas, sempre me impressionou pela sua beleza sugestiva e legendária. Nas suas ruas tortuosas, percebe-se a mesma fisionomia do Brasil dos Vice-Reis. Uma coroa de lendas suaves paira sobre. as suas ladeiras e sobre os seus edifícios seculares, embriagando o espírito do forasteiro com melodias longínquas e perfumes distantes. Na terra empedrada, ainda existem sinais de passos dos antigos conquistadores do ouro dos seus rios e das suas minas e, nas suas igrejas, ainda se ouvem soluços de escravos, misturados com gritos de sonhos mortos, do seu valoroso heroísmo. A velha Vila Rica, com a névoa fria dos seus horizontes, parece viver agora com as suas saudades de cada dia e com as suas recordações de cada noite.

Sem me alongar nos lances descritivos, acerca dos seus tesouros do passado, objeto da observação de jornalistas e escritores de todos os tempos, devo dizer que, na noite de hoje, a casa antiga dos Inconfidentes tem estado cheia das sombras dos mortos. Aí fui encontrar, não segundo o corpo, mas segundo o espírito, as personalidades de Domingos Vidal Barbosa, Freire de Andrada, Mariano Leal, José Joaquim da Maia, Cláudio Manuel, Inácio Alvarenga, Dorotéia de Seixas, Beatriz Francisca Brandão, Toledo Pisa, Luís de Vasconcelos e muitos outros nomes, que participaram dos acontecimentos relativos à malograda conspiração. Mas, de todas as figuras veneráveis ao alcance dos meus olhos, a que me sugeria as grandes afirmações da pátria era, sem dúvida, a do antigo alferes Joaquim José da Silva Xavier, pela sua nobre e serena beleza. Do seu olhar claro e doce, irradiava-se toda uma onda de estranhas revelações, e não foi sem timidez que me acerquei da sua personalidade, provocando a sua palavra.

Falando-lhe a respeito do movimento de emancipação política, do qual havia sido o herói extraordinário, declinei minha qualidade de seu ex-compatriota, filho do Maranhão, que também combatera, no passado, contra o domínio dos estrangeiros.

- "Meu amigo - declarou com bondade -, antes de tudo, devo afirmar que não fui um herói e sim um Espírito em prova, servindo simultaneamente à causa da liberdade da minha terra. Quanto à Inconfidência de Minas, não foi propriamente um movimento nativista, apesar de ter aí ficado como roteiro luminoso para a independência da pátria.. Hoje, posso perceber que o nosso movimento era um projeto por demais elevado para as forças com que podia contar o Brasil daquela época, reconhecendo como o idealismo eliminou em nosso espírito todas as noções da realidade prática; mas, estávamos embriagados pelas idéias generosas que nos chegavam da Europa, através da educação universitária. E, sobretudo, o exemplo dos Estados Americanos do Norte, que afirmaram os princípios imortais do direito do homem, muito antes do verbo inflamado de Mirabeau, era uma luz incendiando a nossa imaginação. O Congresso de Filadélfia, que reconheceu todas as doutrinas democráticas, em 1776, afigurou-se-nos uma garantia da concretização dos nossos sonhos. Por intermédio de José Joaquim da Maia procuramos sondar o pensamento de Jefferson, em Paris, a nosso respeito; mas, infelizmente, não percebíamos que a luta, como ainda hoje se verifica no mundo, era de princípios. O fenômeno que se operava no terreno político e social era o desprezo do absolutismo e da tradição, para que o racionalismo dirigisse a Vida dos homens. Fomos os títeres de alguns portugueses liberais, que, na colônia, desejavam adaptar-se ao novo período histórico do Planeta, aproveitando-se dos nossos primeiros surtos de nacionalismo. Não possuíamos um índice forte de brasilidade que nos assegurasse a vitória, e a verdade só me foi intuitivamente revelada quando as autoridades do Rio mandaram prender-me na rua dos Latoeiros."

- E nada tendes a dizer sobre a defecção de alguns dos vossos companheiros? - perguntei.

- "Hoje, de modo algum desejaria avivar minhas amargas lembranças. . . Aliás, não foi apenas Silvério quem nos denunciou perante o Visconde de Barbacena; muitos outros fizeram o mesmo, chegando um deles a se disfarçar como um fantasma, dentro das noites de Vila Rica, avisando quanto à resolução do governo da província, antes que ela fosse tomada publicamente, com o fim de salvaguardar as posições sociais de amigos do Visconde, que haviam simpatizado com a nossa causa. Graças a Deus, todavia, até hoje, sinto-me ditoso por ter subido sozinho os vinte degraus do patíbulo." - E sobre esses fatos dolorosos, não tendes alguma impressão nova a nos transmitir?

E os lábios do Herói da Inconfidência, como se receassem dizer toda a verdade, murmuraram estas frases soltas:

- "Sim. . . a Sala do Oratório e o vozerio dos companheiros desesperados com a sentença de morte... a Praça da Lampadosa, minha veneração pelo Crucifixo do Redentor e o remorso do carrasco. . . a procissão da Irmandade da Misericórdia, os cavaleiros, até o derradeiro impulso da corda fatal, arrastando-me para o abismo da Morte..."

E concluiu:

- "Não tenho coisa alguma a acrescentar às descrições históricas, senão minha profunda repugnância pela hipocrisia das convenções sociais de todos os tempos.".

- É verdade - acrescentei -, reza a História que, no instante da vossa morte, um religioso, falou. sobre o tema do Eclesiastes - "Não atraiçoes o teu rei, nem mesmo por pensamentos."

E terminando a minha observação com uma pergunta, arrisquei:

- Quanto ao Brasil atual, qual a vossa opinião a respeito?

- "Apenas a de que ainda não foi atingido o alvo dos nossos sonhos. A nação ainda não foi realizada para criar-se uma linha histórica, mantenedora da sua perfeita independência. Todavia, a vitalidade de um povo reside na organização da sua economia e a economia do Brasil está muito longe de ser realizada. A ausência de um interesse comum, em "favor do País, dá causa não mais à derrama dos impostos, mas ao derrame das ambições, onde todos querem mandar, sem saberem dirigir a si próprios."

Antes que se fizesse silêncio entre nós, tornei ainda:

- Com relação aos ossos dos inconfidentes, vindos agora da África para o antigo teatro da luta, hoje transformado em Panteão Nacional, são de fato autênticos esqueletos dos apóstolos da liberdade? .

- "Nesse particular - respondeu Tiradentes com uma ponta de ironia -; não devo manifestar os meus pensamentos. Os ossos encontrados tanto podem ser de Gonzaga, como podem pertencer, igualmente, ao mais miserável dos negros de Angola. O orgulho humano e as vaidades patrióticas têm também os seus limites... Aliás, o que se faz necessário é a compreensão dos sentimentos que nos moveram a personalidade, impelindo-nos para o sacrifício e para a morte. ..”

Mas, não pôde terminar. Arrebatado num aluvião de abraços amigos e carinhosos, retirou se o grande patriota que o Brasil hoje festeja, glorificando o seu heroísmo e a sua doce humildade.

Aos meus ouvidos emocionados ecoavam as notas derradeiras da música evocativa e dos fragmentos de orações que rodeavam o monumento do Herói, afigurando-se-me que Vila Rica ressurgira, com os seus coches dourados e os seus fidalgos, num dos dias gloriosos do Triunfo Eucarístico; mas, aos poucos, suas luzes se amorteceram no silêncio da noite, e a velha cidade dos conspiradores entrou a dormir, no tapete glorioso de suas recordações, o sono tranqüilo -dos seus sonhos mortos.

&&&


Recebido via Multiply do amigo Giberto Adamatti


Outras mensagens em http://www.mensagemdeluz.kit.net



Série: Homenagem > Dia de Monteiro Lobato e Dia Nacional do Livro Infantil - 18 de abril


Seja bem-vindo!!!

Estamos entrando no Sítio do Picapau Amarelo.
O "verdadeiro" sítio.
Por que verdadeiro?

Só nós estamos no fundo de um grotão, cercados de montanhas, apontando seus picos para o céu...
Também só nós temos no fundo do casarão um riacho de águas limpas e transparentes, onde nadam peixinhos de olhos arregalados...
Só nós, temos um pomar com mangueiras e jabuticabeiras centenárias rodeadas por laranjeiras, cabeludinhas, pitangueiras e muito mais...

Temos um casarão digno do “neto” do Visconde com 19 cômodos e mais de 60 portas e janelas. Tudo original.
Tudo igualzinho Monteiro Lobato deixou.
Muitas pessoas que nos visitam, se emocionam por estar no lugar de criação deste grande brasileiro.

Comemoramos aqui, os três primeiros livros editados de Monteiro Lobato.

"Urupês" – uma coletânea de contos.

"O Saci" – o duende nacional.

"O Jeca Tatu" – O livro que norteia o nosso trabalho. Instigamos todos os que nos visitam a ler o Jeca Tatu. Este livro alerta o Brasil para fazer uma reviravolta e mudar para melhor, "MUITO MELHOR"....

Aqui também ele deu o ponta pé inicial para sua obra infantil, quando escreve para Godofredo Rangel e diz que esta pensando em escrever para crianças. Quer escrever livros tão bons "que as crianças possam morar dentro deles".

Além de passar férias no tempo de estudante recebeu a fazenda de 3.000 alqueires em 1911 e mudou-se para cá, com a esposa e dois filhos. Aqui nasceram mais dois filhos.
Morou por sete anos.

Quando vendeu o sítio, comprou a Editora Monteiro Lobato, a primeira do país.
Além da história temos um quintal bem diversificado com galinha, garnisé, pato, ganso, marreco, peru, vaca, cavalo, porco, cachorro, gato e muitos filhotes e muitos passarinhos...

Temos lago para pesca, cachoeira para banho, campo de futebol, piscina natural, etc.
Para brilhar os olhos temos um atelier de artesanato e uma pequena loja de doces e biscoitos artesanais e orgânicos.
Principalmente você vai ser bem recebido, pois a partir da visita vai fazer parte do nosso grupo.

Fim de Jeca Tatu:

"Não queremos mais ser enganados..."




PESQUISA

Texto e Imagem I

http://sabordaterratorteriaecafe.blogspot.com/2009/08/parada-obrigatoria.html

Imagem II - Google Imagens


Série: Homenagem > 19 de abril > Dia do Índio


DIA DO ÍNDIO
Oswaldo Castellari

Prosei a velha choupana
Onde um cachimbo e um violão
Fizeram chorar d'alma.
Da cirança também prosei
Minhas bandeiras enalteci
Exaltar a natureza fiquei
No falar de meu coração.

Agora quero prosar
Do valor de nosso irmão
O índio. No seu lutar
Fez do Brasil seu viver
Em sua alma pureza ter
Tem no aprender o saber
A natureza leva em seu coração.

Galhardia d'um grande povo
Sempre espezinhado pelo desmando
Dos brancos, com pretenso poder, todos.
A usurparem com prazer
Tendo a força de um poder
Desvairados donos pensam ser
Fica este desvario porcalho... Até quando?

Teus ancestrais te virão
Trazer a forças para lutares
Nessa contenda então
Teu gritar, desejos a invocar
Terá do governo teu falar
Por teus direitos a pedir estar
A porcalha se fundirá nos pantanais!

Pantanal de suas almas
Por se acharem senhores
O índio por justiça clama
Os céus sua voz ouvirá
Da terra sempre terá
No explodir da primavera
Cobri-te-á de amor e flores

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Série: Psicologia > Livro Vermelho de Carl Gustav Jung


O misterioso "Livro Vermelho", do suíço Carl Jung (1875-1961), considerado uma das obras inéditas mais importantes da história da psicologia e conhecido apenas por alguns poucos amigos do psicólogo, foi exibido nesta quarta-feira (07/10/2009) pela primeira vez em Nova York.

O livro escrito entre 1914 e 1930, considerado a principal fonte da obra de Jung, ficará em exibição até 25 de janeiro no Museu Rubin de Nova York, no bairro Chelsea, e especializado em artes do Himalaia.

O "Livro Vermelho", como era chamado pelo autor, consiste em uma viagem exploratória pelo inconsciente e nunca havia sido divulgado ao público fora do círculo de amigos a Jung.

No formato ofício com uma capa de couro vermelha, a obra, que tem como verdadeiro título 'Liber Novus' (Livro Novo), tem 205 páginas escritas a mão por Jung e várias ilustrações que lembram os manuscritos com iluminuras medievais.

A exibição do livro coincide com a publicação em edição fac-símile bilíngue com tradução para o inglês pela editora W.W.Norton & Company.

Depois da morte de Jung, em 1961, o volume permaneceu em mãos de seus familiares, que se negaram a autorizar sua publicação e, inclusive, permitir o acesso a estudiosos, antes de finalmente concordar com sua divulgação.

Todos os psicólogos do mundo conheciam a existência desta obra do discípulo - e logo maior rival - de Sigmund Freud, mas apenas algumas pessoas tinha conseguido ter acesso a seu conteúdo até esta quarta-feira.

O livro é produto de um método introspectivo desenvolvido por Jung e conhecido como "imaginação ativa". Em suas páginas, o autor reproduz o resultado dessa exploração interior mediante palavras e ilustrações.

Muitos dos desenhos pintados por Jung são figuras mitológicas e mandalas, ou seja, diagramas simbólicos circulares utilizados pelo hinduismo e budismo.

A partir da experiência do "Livro Vermelho", que, depois da morte de Jung passou boa parte fechado num cofre forte de um banco suíço, o psicólogo desenvolveu sua teoria dos arquétipos e do inconsciente coletivo.

Na exposição, o visitante é convidado a contemplar como Jung buscou traduzir seus sonhos e fantasias em símbolos e formas gráficas contemporâneas, incluindo os diagramas circulares tibetanos.

"A mostra lança uma luz nova sobre a gênese da obra de Jung e a construção da psicologia moderna, e abre portas para compreender como as mandalas e as estruturas similares são interpretadas através das distintas culturas", explicou Martin Brauen, curador do museu.

Junto ao livro de quase 90 anos, a exposição apresenta uma série de desenhos a óleo e pastel, assim como esboços relacionados com a obra e outros documentos originais de Jung.

Entre os manuscritos exibidos em Nova York figuram, além disso, os "Livros Negros", que contêm ideias e fantasias que levaram à criação do "Livro Vermelho" do psicólogo nascido em 1875.

Folha Online

PESQUISA
http://www.correiodopovo-al.com.br/v2/article/Entretenimento/7425/